segunda-feira, 23 de julho de 2007

Esporte

História das Copas

Era para ser um sonho

Uruguai derrota seleção brasileira em pleno Maracanã, calando 200mil pessoas

Em 1950 o país se viu diante de uma oportunidade única de conquistar o maior torneio de futebol do planeta pela primeira vez. Após um intervalo de 12 anos, a Copa do mundo voltou a ser realizada e o escolhido para sediar a competição foi o Brasil, distante da destruição causada pela segunda guerra mundial, que deixou a Europa arruinada.
No dia 25 de Junho a seleção brasileira enfrentou seu primeiro desafio,o México. A equipe verde e amarela arrasou o adversário e venceu o jogo por 4 a 0, começando muito bem sua jornada rumo ao cobiçado título. No dia 28, porém, o Brasil não conseguiu repetir a boa atuação anterior, e apenas empatou em 2 a 2 com a seleção da Suíça no estádio do Pacaembu. Com esse resultado, só a vitória passou a interessar na partida do dia 1º de Julho, diante da Iugoslávia. Os onze jogadores brasileiros não se deixaram abalar e venceram por 2 a 0, garantindo vaga no quadrangular final da competição.
Classificado para a fase decisiva da competição, o Brasil teve como adversários, Suécia, Espanha e os uruguaios, campeões do mundo, mas desacreditados. A “celeste olímpica” teve sorte ao cair em um grupo que contava apenas com a fraquíssima equipe da Bolívia. A vitória por 8 a 0 no Mineirão, garantiu sua classificação à próxima fase, mas isso não aumentou a esperança de sua torcida.
Nem todos contavam com a confiança de seu povo, mas esse não era o caso dos brasileiros, e não havia motivo para ser diferente. Já no primeiro jogo das finais, no Rio de janeiro, uma goleada histórica sobre os Suecos, 7 a 1. No embate seguinte, também no Maracanã, diante de 150 mil espectadores, um novo massacre, 6 a 1 diante dos espanhóis. Os uruguaios empataram com a Espanha em 2 a 2 e venceram os escandinavos por 3 a 2, mantendo assim suas chances de conquistar a Copa.

O pesadelo

A última partida do mundial foi realizada no dia 16 de Julho no Maracanã. 200 mil torcedores eufóricos compareceram ao maior estádio do mundo, com a certeza de que seriam testemunhas de um momento glorioso.
O jogo começou, e o Brasil, que só precisava de um empate, foi para cima do Uruguai, pressionando o adversário durante todo o primeiro tempo. No início do segundo tempo, a seleção abriu o placar com Friaça, passando a falsa impressão de que a derrota estaria distante. Aos 21 minutos da etapa final, Schiaffino empatou para a “celeste” ,e aos 34, Ghiggia conseguiu o que nem os próprios uruguaios imaginavam, vencer o goleiro Barbosa pela segunda vez. O time brasileiro, abatido, não conseguiu reagir, e assim o jogo terminou em 2 a 1 para os vizinhos sul-americanos, que conquistaram o título mundial mais uma vez, diante de uma multidão incrédula.
A tristeza tomou conta do país na página mais triste da história do futebol nacional, que só viria a levantar a taça Jules Rimet em 1958.



Quando os deuses foram injustos

Jogar um grande futebol e não triunfar não foi exclusividade do Brasil de 50. Outras seleções brilharam em campo com jogadas inesquecíveis, mas não conquistaram a Copa do mundo.


A imbatível Hungria

A copa de 50 não foi a única em que uma seleção arrasou seus rivais e encantou fãs de futebol , mas não conquistou o troféu. Em 54, apenas 4 anos depois do “maracanazzo”, a Hungria contava com um retrospecto de 27 partidas sem derrotas e, como se isso não bastasse, havia conquistado a Olímpiada apenas 2 anos antes. Os húngaros passaram com facilidade pela Coréia, e em seguida, por Uruguai e Brasil, campeão e vice da última edição da Copa. Na final do torneio, enfrentaram a Alemanha, derrotada na primeira fase por 8 a 3, e inexplicavelmente, perderam por 3 a 2 para os alemães, claramente inferiores, mas taticamente esforçados.
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A “laranja mecânica”

Em 74, a Holanda do técnico Rinus Michels e de Johan Cruyff, um dos maiores jogadores de todos os tempos, maravilhou o mundo e tornou-se conhecida como “laranja mecânica” e “carrossel holandês”, devido ao sistema tático revolucionário em que os jogadores não tinham posição fixa. Os holandeses bateram Uruguai, Argentina e Brasil, que 4 anos antes havia conquistado o tricampeonato no México. A grande final foi disputada com a Alemanha, anfitriã do torneio naquele ano. Os alemães, mais uma vez, venceram a sensação da Copa, e conquistaram o título pela segunda vez.

“Futebol arte”

Na Espanha, em 1982, ninguém duvidava da vitória brasileira. Com craques como Zico, Junior, Sócrates e Falcão e sob o comando de Telê Santana, a seleção “canarinho” encheu os gramados espanhóis de alegria, arrebatando fanáticos pelo esporte em todo o mundo. O Brasil, com um toque de bola belíssimo, derrotou entre outros adversários a União Soviética e a Argentina, que já contava com Diego Armando Maradona, para muitos, o maior jogador de todos os tempos. O esquadrão brasileiro só precisava de um empate para garantir a classificação para a próxima fase diante da Itália, mas acabou perdendo por 3 a 2, com 3 gols de Paolo Rossi, dando adeus às chances de conquistar o tetracampeonato mundial de futebol. Os italianos foram campeões, após vencerem a Alemanha na final por 3 a 1.


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