Um País sem voz
O Brasil é um país com muitos problemas, a maioria deles, gravíssimos. A violência, a desigualdade social, o desleixo com a educação, a falta de assistência médica com o mínimo de decência, a exploração do trabalho infantil, a corrupção e outras numerosas mazelas são em grande parte causadas pela falta de seriedade dos políticos que governam esse país. Outro problema, talvez o maior deles, é a falta de consciência política dos brasileiros. As pessoas se indignam com as notícias que chegam de Brasília, mas dentro de suas casas, e a coisa fica por isso mesmo. O governo decide que os impostos que se assemelham aos europeus num país que tem serviços africanos vão aumentar e não há uma única passeata, os parlamentares aumentam seus próprios salários e mantém suas absurdas férias de noventa dias por ano e não há nenhuma manifestação pública à respeito.
Talvez a apatia de nosso povo frente aos problemas nacionais seja uma espécie de herança maldita da Ditadura militar, época em que criticar o poder vigente era fatal e as reivindicações eram sufocadas de maneira truculenta. As pessoas tinham medo de se manifestar numa época em que o lema “ame-o ou deixe-o” era levado a sério e cumprido à risca. Mas hoje o país vive sob a liberdade da democracia, não há motivo para ter medo e, mesmo assim, manifestações públicas legítimas são raras no Brasil, que parece ter um pouco a aprender com a Argentina, onde as passeatas, também conhecidas como “panelaços”, parecem ser bem mais freqüentes. O país vizinho, também passou por um período de ditadura militar, tão ou mais violento que o brasileiro, mas parece ter percebido que aquele momento sombrio já passou e que se direitos não vem sendo respeitados é necessário protestar.
É preciso que no Brasil as pessoas se dêem conta de que a participação pública é a essência do sistema democrático, a única maneira eficiente de lutar por uma melhor educação, por assistência médica de qualidade, pela diminuição da pobreza que é reflexo de uma distribuição de renda absurda, pelo combate à violência cada vez mais presente na sociedade, pela luta contra a corrupção que hoje depende de cpis ineficientes e investigações pouco confiáveis, enfim, é preciso que o povo brasileiro se dê conta de que as coisas não vão mudar enquanto os responsáveis pela administração desse país não tiverem muito com o que se preocupar além de suas contas bancárias. A voz do povo brasileiro precisa ser ouvida.
O Brasil é um país com muitos problemas, a maioria deles, gravíssimos. A violência, a desigualdade social, o desleixo com a educação, a falta de assistência médica com o mínimo de decência, a exploração do trabalho infantil, a corrupção e outras numerosas mazelas são em grande parte causadas pela falta de seriedade dos políticos que governam esse país. Outro problema, talvez o maior deles, é a falta de consciência política dos brasileiros. As pessoas se indignam com as notícias que chegam de Brasília, mas dentro de suas casas, e a coisa fica por isso mesmo. O governo decide que os impostos que se assemelham aos europeus num país que tem serviços africanos vão aumentar e não há uma única passeata, os parlamentares aumentam seus próprios salários e mantém suas absurdas férias de noventa dias por ano e não há nenhuma manifestação pública à respeito.
Talvez a apatia de nosso povo frente aos problemas nacionais seja uma espécie de herança maldita da Ditadura militar, época em que criticar o poder vigente era fatal e as reivindicações eram sufocadas de maneira truculenta. As pessoas tinham medo de se manifestar numa época em que o lema “ame-o ou deixe-o” era levado a sério e cumprido à risca. Mas hoje o país vive sob a liberdade da democracia, não há motivo para ter medo e, mesmo assim, manifestações públicas legítimas são raras no Brasil, que parece ter um pouco a aprender com a Argentina, onde as passeatas, também conhecidas como “panelaços”, parecem ser bem mais freqüentes. O país vizinho, também passou por um período de ditadura militar, tão ou mais violento que o brasileiro, mas parece ter percebido que aquele momento sombrio já passou e que se direitos não vem sendo respeitados é necessário protestar.
É preciso que no Brasil as pessoas se dêem conta de que a participação pública é a essência do sistema democrático, a única maneira eficiente de lutar por uma melhor educação, por assistência médica de qualidade, pela diminuição da pobreza que é reflexo de uma distribuição de renda absurda, pelo combate à violência cada vez mais presente na sociedade, pela luta contra a corrupção que hoje depende de cpis ineficientes e investigações pouco confiáveis, enfim, é preciso que o povo brasileiro se dê conta de que as coisas não vão mudar enquanto os responsáveis pela administração desse país não tiverem muito com o que se preocupar além de suas contas bancárias. A voz do povo brasileiro precisa ser ouvida.
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